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“…Liberdade,essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda…”

(Cecília Meireles-Romanceiro da Inconfidência)

Paradoxal existência

   Cada vez mais acredito que os seres inanimados ganham vida.Não estou louco, estou só.
    Toda poeira que se acumula no canto da parede parece me dizer algo. Minha rotina precisa mudar, esse maldito marasmo que me consome, aleijando pouco a pouco.Os sonhos se tornam cada vez mais ilusões.
     Depois de muitas caminhadas errantes, noites ébrias e dias sóbrios meu espírito se acalma e, finalmente, aceita sua sina.Para poder vagar livre pelos asfaltos e penumbras devo antes caminhar como eles querem, repirar e ser infeliz como os outros são.Viver uma aquarela sem cores.
     Infelizmente(para eles e às vezes para mim) este coração é inquieto demais para repousar calmamente sob as ordens alheias.Minha ânsia por independência só se compara ao meu ódio por obediência.

 

Ivan Sanches Santos

O retorno

Este post tem como única função o anuncio do meu retorno,da minha ressurreição.Fiquei isolado por muito tempo,chegou a hora de retomar os velhos costumes…de sentir e poder expressar.
Eu planejava retornar com algum texto pronto mas a verdade é que eu não escrevo nada há muito tempo,por enquanto será somente este anuncio porém em breve meus “eus” serão seus,novamente.

 

Ivan Sanches Santos

“Melodia Africana IV”

  O que dizer quando vemos fotos de fim de terceiro ano passar diante de nossos olhos?Ou melhor,o que sentir?Não sei o que dizer muito menos o que sentir,sei,somente, que é uma sensação inexplicável,ainda mais quando se está ouvindo uma música tocante(Melodia Africana IV).Mesmo que conseguisse representar com palavras o que sinto,estas não seriam suficientes,às vezes nem todo um dicionário consegue interpretar a alma.
     Tenho medo de estragar o que quero que experimentem por isso me encerro acreditando que plantei a curiosidade em vocês.Espero que busquem sentir o que senti,não é difícil,basta estar aberto.

Obs:as fotos precisam ser de um período marcante em sua vida.

 

terceiroCom o coração repleto de emoções.
Ivan S. Santos

Só resta a saudade

Meu último poema
me fez lembrar de Helena
que como eu não era alegre
mas na leitura sentia-se leve.

Minha última lástima
me fez lembrar de Fátima
e que juntos prometemos:
“nenhuma lágrima por outros derramaremos.”

Minha última caricia
me fez lembrar de Letícia
que com seu carinho
arrancou de meu coração tudo que era espinho.

Meu último clamor
me fez lembrar de Eleanor
que não tinha minha atenção
mas merecia para si uma canção.

Minhas últimas palavras
me fizeram lembrar das que nunca foram faladas
e que nelas essas mulheres se perderam
e logo me esqueceram.

 

Ivan S. Santos

Considerações

     Olá meus companheiros,
em vista do que comentaram sobre o meu último post me vi obrigado a redigir um texto explicativo.Pois bem,não desmereci nenhum de meus camaradas,como o meu caro Guilherme erroneamente -e muito erroneamente- interpretou.Repito o que já lhe disse antes:leia com mais atenção a pressa estraga a interpretação.
      Não consegui entender porque um texto de considerações e revelações pessoais é tão ruim de se discutir,mais uma vez culpo a má interpretação por parte de meus leitores.Aliás,fiquei surpreso ao ler que o Rafael,pessoa que na maioria das vezes consegue entender até mesmo meus olhares,concordou com Guilherme quanto à monotoniedade de minha carta,logo tu rafus cuja homenagem está implicita em minhas revelações e descobertas.
      Bem,não vou mais me prolongar,o suficiente já foi dito.Leiam novamente minha carta e se permanecer a impressão de monotonia então acredito que não escrevo tão bem quanto imagino.

Abraços.
Ivan S. Santos

Carta aos companheiros

   Meus caros companheiros de colegial,
escrevo agora,para vocês,para todos,independente de serem amigos ou colegas,pois acredito que me senti -mesmo que insignificantemente- influenciado por suas presenças e comentários e que também os influenciei com minha presença e meus -em alguns momentos exagerados- comentários.
   Este ano me marcou pois foi um ano de revelações,principalmente no campo da amizade,algumas boas  e outras,pode se dizer que ruins.Descobri que alguns não se encaixam comigo e outros passaram a se encaixar.Como são prováveis as improbabilidades da vida.
   Contudo,para alguns(entre eles meu pai) eu desperdicei meu ano.A maioria não entende o que é uma fase de maturação pessoal,mas eu realmente aprendi a ignorar certas coisas,aliás meu tema principal é sobre a descoberta desse meu novo poder -o poder de ignorar.Aprendi -com sacrifício- a dedicar minhas emoções a quem as realmente merece.
   Apesar de para muitos o colégio parecer uma fase infantil e imatura eu acabei vivendo,em grande parte,  o contrário,foi através de algumas interessantes retrospectivas colegiais que eu obtive a capacidade de poder enxergar com um pouco mais de clareza tudo aquilo de bom ou ruim que a vida tem a nos oferecer.De qualquer maneira não é de meu costume lamentar as más experiências,pois afinal são experiências,e nelas vamos crescendo.
   Enfim não estou aqui para escrever um livro de auto-ajuda,ou tentar expressar o ideal de vida adolescente-estudantil e  muito menos para agradecer -sou péssimo em agradecimentos.Quero apenas retratar que foi um ótimo ano pessoal e não escolar,no ponto de vista escolar eu fracassei.Pois bem meus amigos e colegas,fica aqui meu texto de despedida,e para aqueles que escolheram me acompanhar por mais algum tempo nossa viagem apenas começou.Abraços à todos!

 

Ivan S. Santos
e
tosteador.

Desculpas

  Hoje eu estou um pouco mórbido,se é que se pode usar esse termo para retratar o que sinto no momento,sei que quero escrever com um pouco de dor na caneta ou teclado,o instrumento não importa,quero apenas o resultado.Imediato.Instantâneo.Mas também não quero escrever nenhum texto de critica social ou comportamental,como de alguns que andei lendo recentemente,realmente não é meu estilo fazer criticas aos costumes humanos,pelo menos não a alguns deles.Ou quem sabe eu goste de escrever criticas talvez o estado de espírito em que me encontro não seja o apropriado para tais textos.
     Enfim estou esperando alguma inspiração.

Este é um texto de satisfação para aqueles poucos que acompanham minhas obras.Estou sem inspiração.

 

                   Ivan S. Santos 
e
tosteador.

…………………..

chuva

Desafio

É fácil escrever sobre a dor, 
somos todos tediosamente diferentes na dor.
Gostaria de ver alguém escrever sobre a felicidade,
somos todos milagrosamente iguais na felicidade.

Ivan S. Santos

 

tf

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